Você tem crenças limitantes na sua prática musical? Conheça 3 ferramentas para lidar com elas

Você costuma ter pensamentos pouco úteis durante sua prática musical? Sente que alguns desses pensamentos tornaram-se tão fortes e arraigados no seu sistema, a ponto de bloquear você? Pois bem, a repetição de pensamentos que acabam sendo um obstáculo no alcance dos seus objetivos pode ser um sinal de que estão surgindo crenças limitantes na prática musical. Estas são tão comuns, que aparecem em todas as esferas da vida ― nas relações profissionais, pessoais, familiares, afetivas, na relação com o dinheiro, cuidados com o corpo etc.

Como esse é um assunto sobre o qual muitos amigos, alunos e colegas têm se queixado, eu quis fazer este post e um vídeo oferecendo 3 ferramentas para você lidar com as crenças limitantes na prática musical. Dê uma olhada!

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Crenças limitantes são pensamentos nos quais acreditamos, a ponto de parecerem reais.

O que são crenças limitantes?

Uma crença limitante é um estado de espírito ou crença sobre si mesmo que restringe você de alguma forma. Todo mundo experimenta crenças limitantes, mas aprender a identificá-las ajuda a impedir que elas ocupem tanto espaço em nossas vidas.

As crenças limitantes normalmente surgem de experiências que vivemos, desde coisas que falam para nós, situações que aconteceram na infância até traumas e dores profundas.

Aqui, deixo alguns exemplos situações que geraram crenças limitantes na prática musical em mim:

  • comecei a estudar meu instrumento tarde demais, logo não poderia ser uma grande musicista;
  • como sofri com tendinites, sentia que meu corpo não era feito para tocar, logo eu não podia ser boa;
  • meu professor me disse que eu não poderia tocar percussão sinfônica porque, como menina, eu não tinha força para isso.

Além dessas crenças pessoais que eu relatei, nas quais acreditei muitas vezes, poderíamos listar uma infinidade de outras aqui, como:

  • eu nunca vou tocar ou cantar tão bem quanto fulano;
  • eu não estudei o suficiente;
  • ninguém gosta do meu trabalho;
  • para ser bom é preciso estudar sem parar;
  • música não dá dinheiro;
  • eu não posso ser feliz sendo musicista profissional.

Após ler essas frases, note que tudo isso não passa de pensamentos nos quais acabamos acreditando. Mas são apenas pensamentos, logo, é possível lidar com eles, uma vez que sejam identificados.

Como as crenças limitantes interferem na prática musical?

Quando surgem pensamentos tão fortes como os que geram as crenças limitantes, imediatamente o corpo reage a eles, em geral, criando algum tipo de tensão excessiva. Em alguns casos, essa reação é tão intensa que pode simplesmente bloquear você física e mentalmente.

Quando uma crença limitante está instalada na mente, é como se um “trem de pensamentos” invadisse a cabeça, fazendo você acreditar que eles são reais e tirando você completamente do seu foco e concentração. Como resultado, dores, frustrações, sentimentos de incapacidade e até a desistência do seu ofício musical.

3 ferramentas que criei para lidar com crenças limitantes na prática musical

Sei que lidar com crenças limitantes na prática musical, para não dizer em outras esferas da vida, é um processo difícil, especialmente porque quando surge, por exemplo, um pensamento apavorante, o corpo fica com uma enorme carga de tensão.

Então, desenvolvi a ideia de tratar os pensamentos que surgirem de maneira um pouco mais “paradoxal”, quero dizer, observar uma imagem maior, além do pensamento, incluindo a mim e meu corpo como uma unidade. A partir dessa ideia, considere estas 3 ferramentas que criei e você pode praticar desde já.

Assista ao vídeo completo com estas ferramentas, aqui!

1. Conecte-se com seus apoios

Sinta o chão com seus pés e, se estiver sentado(a), utilize o apoio do seu assento ― considere encontrar seus ísquios! Sentir seus apoios ajuda você a se reconfortar, lembrando ao seu sistema que está tudo bem e nenhuma catástrofe vai acontecer. 

2.  Afine-se com seus sentidos

Quando surge um pensamento apavorante, o cérebro fica meio bloqueado e passa a “rodar em looping”, criando um quadro às vezes desesperador. Então, você esquece seu propósito e fica focado(a) no que acontece dentro de sua cabeça.

Ao notar isso, mude seu campo de visão para o ambiente. Passeie com seu olhar por onde você está e permita observar tudo o que há ao seu redor. Também, deixe seu corpo sentir as coisas com as quais você está em contato ― inclusive o chão! Tudo isso ajuda você a se reorganizar em um nível psicofísico.

3. Dê-se um sorriso interno

Quando ficamos presos aos nossos pensamentos, ficamos muito sérios. Por isso, dar-se um sorriso interno funciona como uma mensagem ao sistema nervoso de que está tudo bem e não há nada a temer, logo, tudo fica mais simples.

Como você viu, é possível enfrentar os pensamentos que geram crenças limitantes na prática musical a partir da imagem maior de nós mesmos, da força que a gente carrega. Então, utilize seu corpo como uma âncora para você se aterrar e ficar mais firme e forte para lidar com pensamentos que causam pavor.

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