Técnica Alexander para Músicos: Introdução

Imagine que você é um ator e tem problemas com sua voz. Você consulta professores, médicos e todo tipo de especialistas de voz e ainda assim o problema persiste. Agora imagine que um teatro muito importante te convide para fazer uma solo performance em duas semanas…O que você faz? Foi o que aconteceu com F. M. Alexander, criador da Técnica Alexander.

O que o F. M. Alexander (1869-1955) fez foi consultar o seu médico. O médico pediu para que ele não falasse até a performance duas semanas depois. F.M. fez o que o médico pediu começou a sua solo-performance em voz alta e clara. Durante a performance, a voz dele sumiu, e ele com muita dificuldade e esforço finalizou a peça.

Alexander voltou para o médico, que não pôde explicar o que tinha acontecido. Ele perguntou: “Não é razoável concluir então que alguma coisa que eu estava fazendo naquela noite, ao usar a voz, é que era a causa do problema?” (do Uso de Si Mesmo). A pergunta era razoável mesmo, pois Alexander tinha voz no começo da sua performance, mas não até o fim. O médico concordou, mas não conseguiu dar mais orientações para seu paciente.

Embora má notícia para o Alexander, se tornaria boa notícia para nós, pois este seria o início de uma série de descobertas que resultou no que chamamos agora de Técnica Alexander. Bem cedo nesta exploração extensa (que teoricamente durou um período de sete a nove anos), a voz do Alexander melhorou. Porém, ele continuou investigar, porque ficou evidente que seu trabalho ofereceu mais do que melhora da voz. Enquanto estava descobrindo mais eficiência nos seus comportamentos, seus amigos observaram como ele estava mudando e queriam que ele compartilhasse o que estava fazendo. E assim ele experimentou ensinar a outros o que ele mesmo estava aprendendo.

Os experimentos iniciais do Alexander estavam relacionados ao ato da comunicação. Ele quis um processo que conseguisse usar enquanto atuava. Tinha pouco interesse em uma técnica passiva que seria feita nele, nem em qualquer processo utilizado separadamente de atuar. Ele precisava de algo que funcionasse em ação. Essa qualidade da Técnica Alexander – que pode ser utilizada enquanto estiver em ação ou atividade – a distingue de muitos outros métodos psicofísicos, principalmente para nós artistas, que somos comunicadores profissionais.*

 

*Excerto do livro da Cathy Madden

Onstage Synergy: Interactive Alexander Technique Practice for Performing Artists

[Sinergia no Palco: Prática Interativa da Técnica Alexander para Artistas Performáticos]

(tradução Eleni Vosniadou)

 


Novo curso de 8 semanas inicia em 20 de outubro 2020!

TÉCNICA ALEXANDER PARA MÚSICOS

TERÇAS-FEIRAS, 10:00 – 11:30 (horário SP)

De 20 outubro a 8  dezembro

Na sala CCPM do Zoom

Durante este curso vamos explorar os princípios básicos da Técnica Alexander, como traçados pelo fundador F.M. Alexander. O Alexander chamava o método dele ‘Reeducação Psicofísica’, sempre enfatizando que não é uma terapia e sim um processo educacional. Com o objetivo de otimizar nossa performance, vamos conhecer e aprender a aplicar os princípios básicos durante a prática musical e vida diária, desenvolvendo gradualmente maior liberdade e fluidez no movimento e coordenação máxima.

Pode encontrar informações e se inscrever neste link: http://elenivosniadou.com/academia-ccpm

 

By |2020-10-06T07:27:37-03:006 de outubro de 2020|

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