Consciência corporal, intenção e prática musical

Você está aqui: Home » Consciência corporal, intenção e prática musical

Consciência corporal, intenção e prática musical

Consciência corporal, intenção e prática musical. Na foto, o corpo do leopardo é "levado" pela sua cabeça em uma corrida de caça.

Na prática musical, o que nos move não são nossos músculos ou ossos. O que nos move, no fundo, é a nossa intenção. Músculos e ossos são nosso time de suporte e é na intenção que reside o primeiro impulso para toda ação que praticamos. 

Vamos fazer uma pequena experiência que vai nos ajudar, depois, em nossa prática musical: levante-se, fique em pé e, com o corpo “solto”, utilize apenas a sola dos seus pés como apoio (já falei sobre apoio aqui).

Enquanto os braços estão pendurados dos dois lados do corpo, deixe seus dedos levarem os braços, afastando-os do dorso. Dê tempo para entender quem leva quem: não é o braço inteiro, não é o ombro, nem as costas. Deixe que seus dedos levem a sua mão, para que a mão leve o braço, da mesma maneira que o leopardo deixa a cabeça levar o corpo quando está em uma corrida de caça.

Essa é a parte mais importante dessa experiência. Assim sendo, demore o tempo que precisar para observar qual parte de você normalmente quer levar o movimento. Esteja atento a isso, perceba-se. Lembre-se que a intenção é a energia que flui em todo o nosso sistema nervoso.

Consciência corporal, intenção e prática musical – intenção é a energia que flui em todo o nosso sistema nervoso

Se fizer o movimento devagar, é bem provável que sinta um cansaço depois de um tempo. Quando se sentir cansado, lembre-se de que não é o músculo que faz o movimento e, sim, a intenção.

Dessa maneira, a experiência também funciona como um convite para deixar a tensão muscular excessiva diminuir, mantendo somente a intenção. “E como eu faço isso, Eleni?” Comece novamente, mas, dessa vez, tenha em mente duas ideias básicas:

  1. Não importa em que posição estão os meus braços, o suporte do meu sistema inteiro virá da sola dos meus pés. Eles serão todo o apoio do meu corpo.
  2. Eu quero que meus dedos levem minhas mãos, para que minhas mãos levem meus braços. A direção não é “para cima”, mas “para fora”, afastando-se gradualmente do corpo.

Repita quantas vezes achar necessário.

Dica: Não fique sério demais! Um sorriso no rosto vai encorajar seus olhos a ficarem acordados e seu sistema respirando! Não fique sério tornando a experiência em uma sessão de tortura. A vida é curta demais para esse tipo de coisa…

Abraços e até a próxima postagem ?

Leave A Comment