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Eleni Vosniadou em aula no Centro de Pesquisa e Formação do SESC São Paulo

Quem é Eleni Vosniadou?

Comecei a tocar percussão ainda criança e logo fui atraída para o mundo mágico da orquestra. Com 21 anos, fui diagnosticada com epicondilite nos dois braços. Neste ponto, já não conseguia mais fazer audições e até me graduar estava se tornando um martírio. Já havia tentado todos os tratamentos disponíveis sem sucesso e o único jeito de não doer era não tocar – uma opção que não fazia sentido.

Foi neste clima de desespero e pensando em abandonar a música que encontrei a Técnica Alexander. Na primeira aula não entendi nada do que estava acontecendo e fiquei bastante desconfiada. Mas, de um jeito completamente inesperado, ao fim da aula me senti completamente nova, com a sensação de estar dentro do meu próprio corpo. Me sentia leve, quase flutuando.

Já menos ansiosa por resposta, chorei durante toda a segunda aula e experimentei tristeza ao pensar ‘o que eu tenho feito comigo todos estes anos!’, mas também um grande alívio por ter tentado algo diferente. Naquele momento eu já tinha a certeza de que por meio da Técnica Alexander eu conseguiria me curar de uma vez por todas do problema que me acompanhava há 7 anos.

Segui então um processo de autoestudo que me deu resultados inimagináveis. Passei a praticar o instrumento em conjunto com a Técnica Alexander. Se antes eu só conseguia tocar de 5 a 10 minutos antes de começar a sentir dor, durante dois anos consegui tocar sem restrição nenhuma. Escolhia quantas horas ia praticar e não era obrigada a parar por conta da dor. E enquanto ia descobrindo a Técnica Alexander, ia também me preparando para minha graduação – nesta época, passei 9 meses tocando entre 8 e 10 horas por dia.

O resultado dessa disciplina, no entanto, foi até mais impressionante… houve uma mudança radical de minha autoimagem e, consequentemente, de minha autoestima. De uma pessoa que sempre sentiu descoordenada e não talentosa, comecei a me ver como uma pessoa com um potencial ilimitado. E como ainda não cheguei a ver o limite, o processo continua firme e forte! Agora, me dedicando exclusivamente à Técnica Alexander tudo o que se relaciona a ela e ao mundo musical.”

BREVE CURRÍCULO DE ELENI VOSNIADOU

ELENI VOSNIADOU   •   SÃO PAULO, BRASIL

Eleni Vosniadou é percussionista, professora da Técnica Alexander e criadora do curso Consciência Corporal Para Músicos. Formada em percussão clássica, começou a se interessar pela consciência corporal buscando tratar uma tendinite crônica, obstáculo persistente em sua carreira profissional.

2006

Começa a estudar a Técnica Alexander na Internationale Sommerakademie Mozarteum (Salzburg, Austria) e passa os próximos anos aprofundando o seu conhecimento entre a Alemanha, a Suíça e a Inglaterra.

2009

Completa o curso de pós-graduação de três anos para formação de professores de Técnica Alexander no London Centre for Alexander Technique and Training, seguido por um curso complementar em Anatomia, Fisiologia e Patologia em Londres, UK.

2012

Ensina a Técnica Alexander em escolas do Reino Unido, tais como a Royal College of Music e também a Arts Educational Schools London, ambas em Londres.

2013

Já no Brasil, cria o curso Consciência Corporal Para Músicos e também passa a ser uma profissional indicada pela ABTA.

2014

Neste ano, apresenta o impacto da aplicação da Técnica Alexander na educação musical no 31º Congresso Mundial da Educação Musical da ISME (Sociedade Internacional da Educação Musical) em Porto Alegre. Palestras e oficinas de Consciência Corporal Para Músicos em vários espaços e instituições de musica, incluindo FASM – Faculdade Santa Marcelina, UNESP – Universidade Estadual Paulista, FAMOSP – Faculdade Mozarteum de São Paulo, Instituito Baccarelli, Centro de Pesquisa e Formação SESC, entre outros.

2016

Recebe um convite para fazer parte do corpo docente da Internationale Sommerakademie Mozarteum em Salzburg, na Áustria.

2017

Atualmente, vem desenvolvendo o curso Consciência Corporal Para Músicos, específico para instrumentistas e cantores que enfrentam dor ou que querem aperfeiçoar sua relação com o instrumento ou com a voz. No Brasil, é frequentemente convidada a oferecer aulas de capacitações para o corpo docente da EMESP – Escola Estadual de São Paulo e também do projeto Guri Santa Marcelina, projeto do governo de estado de São Paulo.