O evento e a nossa reação ao evento

Hoje eu estava me preparando para aspirar a casa e quando liguei o aspirador na tomada, 220 volts correram pelos meus braços! Sim, eu fui eletrocutada … foi bem assustador e agora, uma hora depois, ainda sinto o choque nas pontas dos meus dedos. No entanto, o que eu achei mais interessante foi perceber os pensamentos que aparecem nessas situações relativamente raras. Após o choque e enquanto eu estava conferindo se ainda estava viva, eu pensei “nossa, eu posso SENTIR meu cérebro nitidamente, isso nunca aconteceu!” ou “por que eu me sinto tão sentimental agora?” Pensamentos como esses continuaram vindo e me levaram para o que eu queria escrever hoje…

O evento e a nossa reação ao evento

Ao investigar o meu sistema, eu comecei a notar a distinção entre o evento e as nossas reações ao evento, como:

evento: “sinto dor no meu pulso enquanto toco”

reação: “isso não é uma coisa boa”, “isso não deveria acontecer”, “como vou aprender essa música com este pulso machucado?” etc…

Nossa tendência de colocar o evento e a reação juntos, sem ao menos considerar que eles são duas entidades separadas, é bem impressionante. O mais interessante é que percebemos os conflitos  não apenas como um evento em si, mas sim o casamento entre o evento e a reação; sendo mais específica, o resultado desse casamento. Em uma outra perspectiva, estudos de  neurociência demonstram que se eu penso no meu dedinho do pé, atividade neuro-muscular aparece na região, mesmo que não haja movimentos visíveis no dedinho. Então, se existe dor no meu pulso e eu trago mais atenção para ele do que para todo o outro resto de mim, eu estou mandando mais tensão neuro-muscular para o pulso. Assim, o pulso começa a doer ainda mais e eu trago ainda mais atenção, e ele dói mais… e o ciclo vicioso continua…

Então fica a DICA DO DIA:

QUANDO VOCÊ SENTE UMA DOR ESPECIFICA, UM DESCONFORTO OU UM OBSTACULO NO QUE ESTÁ FAZENDO – NÃO SEJA OBSESSIVO! Abre o campo da sua atenção para o resto de você.

Se seu ombro doe, ao invés de direcionar toda a atenção para ele, repare o que o outro ombro está fazendo. Ainda melhor, veja o que os seus ísquios estão fazendo! (Onde está o apoio???)

By |2017-10-17T13:55:31-02:0020 de novembro de 2013|

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